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terça-feira, 30 de março de 2021

Volta às aulas em plena pandemia. Mais um capítulo da cruzada de ódio contra os professores

 Alguns políticos de direita defendem que a volta às aulas tem que ocorrer mesmo sem a vacinação dos professores, de que a saúde mental das crianças e adolescentes estaria comprometidas entre outras alegações. Na verdade, além de atenderem ao desejo de empresas privadas do setor educacional, essa pressão faz parte de um projeto maior de obscurantismo e ódio aos professores.

 

O início deste projeto é o Escola Sem Partido, fundado por Miguel Nagib e que incentiva o ódio aos professores como forma de intimidação. Os apoiadores da iniciativa, alegam que os estudantes, principalmente de escolas públicas, seriam vítimas de “doutrinação política” e “ideologia de gênero”. Na verdade o que os incomodam é a luta contra o racismo, o debate crítico sobre diferentes formas de pensar, diferentes práticas religiosas, o preconceito contra homossexuais e a desigualdade de gênero. Eles desejam uma visão única, mantedora do status quo da desigualdade social, onde negros e mulheres, embora maioria fiquem subjugados e um monopólio do cristianismo nas escolas. Agora alegam se preocuparem com as condições de saúde das crianças na pandemia, parece que não pensavam nisso até pouco tempo atrás, já que Educação Sexual para eles deveria ser ensinada pela família, justamente o local onde acontecem muitos abusos contra crianças e adolescentes. Além disso, membros deste movimento militam contra a educação pública, como a deputada Bia Kicis, uma das poucas a votarem contra o novo FUNDEB.

 

Os professores, que já estão trabalhando à distância, agora tem que aguentar serem taxados de “vagabundos” por esse mesmo grupo que apoia o presidente da república, possivelmente o maior responsável pela onda obscurantista e por um alto número de mortes por COVID que o país atravessa.

terça-feira, 23 de março de 2021

PREPAREM-SE PARA OS (DES)EMPREGOS DO FUTURO!

 Reinvente, empreenda, seja inovador, saia da zona de conforto, pense fora da caixa, aprenda a aprender, etc. Todas expressões que podem sair tanto da boca de um coach que fracassou em tudo que fez na vida e que agora quer te ensinar o caminho para o pote de ouro, como de um trader picareta de Instagram ou empresário que herdou de papai uma empresa. Ou pior, de uma pessoa de classe humilde que repete tudo que recebe no zap zap ou vê no Facebook sem pensar direito. Porém, a grande verdade é que nenhuma dessas supostas habilidades vão de servir para entrar ou se manter no mercado de trabalho num futuro próximo.

Vivemos um época em que o neoliberalismo vem sugando as nossas últimas gotas de sangue. Para piorar a pandemia ajuda no processo de exploração e empobrecimento dos trabalhadores. Os ricos vem ficando mais ricos e os pobres mais pobres. Com a desculpa de se gerar empregos, direitos básicos vem sendo retirados dos trabalhadores não só no Brasil. E o resultado advinha: milhões continuam desempregados, quem está empregado ganha menos e os empresários aumentaram suas margens de lucro. Com a precarização que veio com aplicativos como Uber e o Ifood, onde o "trabalhador-empreendedor" tem jornadas de trabalho de 12 horas de trabalho por dia 6 ou mesmo 7 dias por semana para ganhar o mínimo para sobreviver a vida vem se tornando cada vez mais sofrida e estressante. E o pior é que muitos desses empregos precários podem desaparecer nos próximos anos. Basta imaginar nos carros autônomos. Com eles, motoristas de aplicativos vão ser dispensáveis.

É necessário acabar com essas falácias sobre empreendedorismo que iludem os trabalhadores e se criar uma rede de proteção para a maioria da população. Basicamente nos próximos anos qualquer emprego poderá ser eliminado por algoritmos, e diferente do que alguns pensam não apenas empregos de baixa qualificação. Basta ver o setor bancário, que emprega pessoas com alto nível de instrução e que a cada ano vem demitindo mais do que contratando, mesmo com o aumento dos ganhos...

O caminho penso, pode ser a adoção de um Estatuto do Trabalho, que garanta que algumas funções JAMAIS sejam substituídas por máquinas, com vistas a garantir empregos. Agora, funções que pagam baixos salários e que colocam vidas em risco como trabalhos na mineração, agricultura, setor siderúrgico entre outros podem muito bem ser feitos por robôs. Para os que sofrerem com o desemprego estrutural (afinal ninguém é obrigado a viver numa eterna mudança de profissão) poderia ser criado um programa de renda mínima. O dinheiro viria da taxação de grandes fortunas.

Para os advogados de ricos de plantão, é bom lembrar que vários países DESENVOLVIDOS como Suécia, Dinamarca, França, Alemanha e Japão taxam ou já taxaram grandes fortunas. E nem por isso houve uma "fuga de ricos" destes países. Até países em desenvolvimento como Argentina, Colômbia e Uruguai taxam grandes fortunas. Por que isso não poderia ocorrer aqui? Sabemos a resposta, nossa elite até hoje tem mentalidade escravista. Quer viver num luxo de realeza às custas do suor do trabalhador. Eles não ficam satisfeitos em ter dinheiro. Querem ter dinheiro e querem que os trabalhadores não tenham quase nada. Somente o mínimo para sobreviver. E o pior é que nossa classe média pensa de forma parecida, embora também seja CLASSE TRABALHADORA.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Qual a necessidade de Tábata Amaral?

Eleita reforçando ser uma figura que veio de baixo (o que não é mentira) e venceu na vida e que queria, por meio da educação, garantir o mesmo a milhões de jovens, Tábata Amaral foi eleita deputada federal em 2018 pelo PDT, ou seja num partido de centro-esquerda e defendendo uma pauta de centro esquerda. No entanto, sua atuação como deputada federal não é muito coerente com o partido a qual pertence, e olha  que o PDT é uma centro esquerda quase centro...

 Bem, logo nos primeiros meses do seu mandato, Tábata votou a favor da Reforma da  Previdência, que obriga milhões de pessoas de baixa renda a trabalharem por mais  tempo, para receberem um aposentadoria menor (se é que vão receber alguma). Mesmo tendo origem humilde. Também votou a favor da autonomia do Banco Central, órgão  do governo federal que decide por exemplo a taxa de juros, que afeta a vida de  todos os brasileiros, além de regras que bancos devem seguir. Com isso, ela e  os outros deputados que votaram favoravelmente a medida simplesmente entregaram a chave do galinheiro para raposas do setor financeiro já que os próximos  presidentes da república não vão conseguir indicar representantes de sua confiança para o órgão.

 Ficou meio que em cima do muro em relação a um caso de aborto permitido por lei de uma criança de 11 anos estuprada no Espírito Santo. Sempre que é questionada se faz de vítima e diz ser vítima de machismo. Creio que os mais de 200.000 eleitores que votaram em você foram vítimas do seu oportunismo.

 E para fechar, é sempre bom lembrar que ela é uma cria do RENOVABR, que para quem não sabe é uma escolinha de novos políticos financiada por milionários. Entenderam o porque de ela votar em medidas que favorecem aos mais ricos? E aí, será que Tábata é uma aliada? Será que é necessária? Se formos analisar, a Professora Dorinha, deputada pelo DEM de Tocantins, partido de direita, faz tanto quanto ela pela educação. Ao longo de anos ela  batalha não só por mais verbas para educação como também pela proteção e valorização dos professores. É duro ter que constatar, que apesar de ter votado pelo impeachment de Dilma,  Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência, votou contra a PEC do Teto. Ou seja, fica  elas por elas.


terça-feira, 9 de março de 2021

Lula e Bolsonaro são extremos e por isso iguais?

 Essa desonestidade muito comum por parte de políticos do PSDB e DEM que querem viabilizar um candidato deles e endossada por parte do empresariado e jornalistas do Grupo Globo, Folha de São Paulo entre outros veículos de imprensa voltou com tudo com a anulação das condenações de Lula por Édson Facchin do STF. É bom lembrar que Lula não está 100% salvo, mas para essa turma o desespero é evidente.

Bolsonaro de fato é extrema, extrema direita aliás. Despreza a vida, flerta com o racismo e o machismo e apoia um projeto ultraliberal que aumenta a desigualdade. Esta última parte inclusive fez com que ele tivesse apoio de vários destes empresários e jornalistas que hoje fingem não ter nada haver com ele. Já Lula, passou longe de ser um radical de esquerda. Os pobres ganharam com ele? Sim, mas os ricos também. Sequer uma reforma agrária Lula fez. Quem dera que ele fosse tão radical quanto alguns dizem...

Para quem ainda acredita nisso, vou me inspirar em uma simples comparação feita pelo filósofo Glauco Ataíde: Se os extremos são iguais, tanto faz ir em Jericoacoara (uma das melhores praias do Brasil) ou em Paranaguá (a pior). Ou então tanto faz beber Ciroc cuja a garrafa é quase R$ 200,00 e Kislla que custa R$ 9,99. E poderia fazer outras comparações igualmente bizarras sobre isso.


terça-feira, 15 de setembro de 2020

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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Fique esperto contra essas 10 tentativas de manipulação da mídia


Lembrando que essas estratégias são apontadas pelo talvez, maior intelectual vivo hoje, Noam Chomsky.

1 – Distração: por exemplo, estoura um escândalo de corrupção no governo e ao invés de a imprensa falar disso, prefere dar destaque para um escândalo sobre uma celebridade.

2 – Problema reação-solução: basicamente é sabotagem de serviços públicos. Imagine que a empresa de água do seu município, comece a fornecer água barrenta para os moradores. O óbvio seria a prefeitura (ou governo do estado no caso da COPASA em MG ou CEDAE no RJ) resolvesse o problema. Mas aí, aparece um economista com uma solução “mágica”. Vender a empresa, porque o governo é corrupto, ineficiente, etc. Após a venda da empresa o que acontece? Geralmente o serviço continua ruim, só que mais caro.

3 – Gradualidade: primeiro o governante faz uma proposta absurda e depois supostamente atenua. Por exemplo. O governante anuncia que vai acabar com o direito a férias dos trabalhadores. Como os trabalhadores não iriam aceitar, haveria uma proposta “conciliatória” de “reduzir” de 25 para 20 dias as férias. Ou seja, o trabalhador perdeu com a impressão de que “ganhou”.

4 – Deferir: seria vender algo ruim como bom. Basta lembrar da Reforma da Previdência, aprovada em 2019 que a imprensa vendeu como boa pois iria garantir a aposentadoria de todos no futuro... Porém, ao custo de mais anos trabalhados e recebendo menos!

5 – Infantilizar: basicamente tratar adultos e adolescentes como idiotas para que eles apoiem as ideias que favorecem a elite.

6 – Recorrer a emoções: provocar medo, sensibilidade ou raiva nas pessoas para conseguir apoio.

7 – Ignorância: é uma espécie de “culto à burrice”, praticado com o oferecimento de educação de má qualidade e desprezo a cientistas, muitas vezes considerados “burros” ou “ideológicos” por políticos e líderes religiosos.

8 – Promover tendências: lembra o caso 1. Basicamente é criar uma “modinha”. Por exemplo, uma “dancinha”, uma “música” ou um novo estilo de roupa para as pessoas se preocuparem com isso, ao invés do que é realmente importante.

9 – Auto-culpabilidade: algo muito grave, praticado inclusive em algumas religiões que é o costume de culpabilizar o indivíduo por tudo que acontece em sua vida. Nem tudo é culpa exclusivamente sua! Será mesmo que você sendo pobre, teria a mesma chance de virar um mega empresário do que o filho de alguém que já é rico?

10 – Conhecimento profundo: é a negação de conhecimento ao povo em geral.



 Para saber mais

AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO EM MASSA, SEGUNDO NOAM CHOMSKY. In: A mente é maravilhosa. Disponível em: https://amenteemaravilhosa.com.br/estrategias-de-manipulacao-em massa/?utm_medium=post&utm_source=website&utm_campaign=featured_post Acesso em 9 de jul. 2020.

sábado, 4 de julho de 2020

Breve História dos principais partidos políticos brasileiros (1831-2020)

No período em que a Corte Portuguesa esteve no Brasil (1808-1821) e logo imediato à independência do Brasil em 1822, existiram forças políticas comumente confundidas com partidos políticos. Eram o Partido Brasileiro e o Partido Português. O primeiro grupo era formado por membros das elites brasileiras favoráveis à independência e na defesa de seus interesses pessoais e o segundo grupo era formado por comerciantes, militares e nobres portugueses residentes no Brasil que eram contra a independência ou queriam manter os seus interesses após a independência.

No Período Regencial (1831-1840) surgiram partidos políticos organizados, com destaque para o Partido Liberal em 1831 e o Partido Conservador em 1836. Ambos eram partidos que defendiam os interesses dos grandes proprietários de terra e comerciantes. A única diferença entre estes partidos era que os liberais defendiam que aos poucos a escravidão fosse encerrada, já os conservadores resistiram por décadas.

Em boa parte da história do Brasil Império, o voto foi censitário, ou seja, só podia votar pessoas com rendas acima de 100 mil réis por ano. Mulheres e escravos também estavam excluídos do processo eleitoral. Apesar da alta exclusão, cerca de 13% dos homens livres tinham direito ao voto. É pouco comparado aos tempos atuais (mais de 70% dos brasileiros estavam aptos a votar em 2018), mas por incrível que pareça o Brasil não estava tão ruim comparado a outros países europeus. O historiador José Murilo de Carvalho apontou que no final do século XIX, 2% dos italianos tinham direito a voto, 7% dos ingleses, 2,5% dos holandeses e 9% dos portugueses.

Entretanto, as eleições brasileiras eram marcadas por fraudes na contagem de votos, ameaças e espancamentos de candidatos e eleitores e compra de votos. Tudo isso era facilitado pelo fato de o voto ser aberto (outros eleitores e o mesário viam em quem o eleitor votava). Ao invés de combater essas práticas, os políticos brasileiros criaram uma nova legislação eleitoral extremamente excludente, a Lei Saraiva de 1881 na qual os analfabetos foram proibidos de votar, reduzindo para 1% o número de votantes. A porcentagem sofreria poucas alterações até 1930.

Ainda durante o Brasil Império, surgiu o Partido Republicano Paulista, fundado na cidade de Itu em 1873. Com a proclamação da república em 15 de novembro de 1889, os partidos Liberal e Conservador foram dissolvidos, dando lugar a outros partidos regionais como o Partido Republicano Mineiro, Rio-grandense, além do Paulista que ganhou maior relevância.  O voto aberto e apenas para homens alfabetizados foi mantido.

Em 1922, fruto das mobilizações dos trabalhadores, principalmente a partir das greves de 1917 e dos desdobramentos da Revolução Russa, foi fundado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que imediatamente foi colocado na ilegalidade. Na tentativa de burlar a lei, o partido lançou candidatos com o nome de Bloco Operário Camponês e chegou a eleger alguns vereadores e deputados, mas novamente foi colocado na ilegalidade.

Com a chegada de Getúlio Vargas ao poder em 1930, foi mantida a tradição de partidos políticos regionais, embora o processo eleitoral tenha se tornado mais limpo com a criação da justiça eleitoral, voto secreto e o voto das mulheres, aumentando para quase 20% o número de votantes, já que a proibição aos analfabetos foi mantida. No entanto, surgiram dois grandes partidos políticos nacionais, a Aliança Nacional Libertadora (ANL) de esquerda, formada pelos membros do PCB e liderada por um dos líderes da Coluna Prestes, o ex-tenente Luís Carlos Prestes e a Ação Integralista Brasileira (AIB) de extrema direita, com inspiração no fascismo italiano liderado por Plínio Salgado.

A ANL e a AIB protagonizaram violentos protestos de rua no início dos anos 1930 nas principais cidades brasileiras, em alguns casos tendo resultado em mortes. A ANL foi proibida, mas a AIB, por apoiar o governo Vargas foi mantida na legalidade. Em 1935 ocorreu a Intentona Comunista, tentativa de revolução comunista dos membros da ANL que acabou fracassando, apesar de terem chegado a dominar Natal-RN. Os líderes foram presos, incluindo Luís Carlos Prestes. Sua esposa, a judia-alemã Olga Benário foi presa grávida e deportada para a Alemanha Nazista. O bebê foi trazido para o Brasil, mas Olga morreu anos depois num campo de concentração. Em 1937, Getúlio Vargas com apoio de militares deu um golpe de estado que ficou conhecido como Estado Novo e a AIB também foi colocada na ilegalidade.

Em 1945 Vargas foi tirado do poder e o país entrou pela primeira vez num regime de fato democrático. Surgiram 15 partidos políticos, com destaque para os seguintes:
·       Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de centro-esquerda e formado por trabalhadores urbanos e camponeses, parte progressista da classe média e do empresariado;
·       Partido Democrático Social (PSD) de centro-direita formado por empresários, fazendeiros e parte dos trabalhadores que apoiavam Getúlio Vargas;
·       Partido Comunista Brasileiro (PCB) de extrema esquerda e pela primeira vez na legalidade, algo que só duraria até 1947;
·       União Democrática Nacional (UDN) de direita, formado por grandes fazendeiros, comerciantes e pela parte conservadora da classe média e das classes populares, contrários a educação pública, à reforma agrária e a ampliação de direitos sociais.
Com o golpe militar de 1964, os partidos políticos foram provisoriamente mantidos, sendo extintos em 1966. Os militares autorizaram a formação de apenas dois partidos políticos, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), apoiadora dos militares e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), formado pelos opositores ao regime. É importante destacar que os militares fizeram isso somente para dar aparências, principalmente no exterior de que o Brasil vivia em normalidade democrática. Porém a realidade, claro não era essa. Qualquer político do MDB que fizesse uma crítica mais dura aos militares tinha o seu mandato cassado.
Graças as pressões tanto internas quanto externas, os militares aceitaram afrouxar o regime. Em 1979 foi aprovada a Anistia, permitindo a volta dos que haviam sido expulsos do Brasil nos primeiros anos da ditadura. No ano seguinte, uma reforma eleitoral permitiu a criação de outros partidos políticos. A ARENA se manteve unida e teve seu nome alterado para Partido Democrático Social (PDS) e o MDB deu origem a vários partidos, com destaque para:
·       Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de centro, eram os membros do MDB que optaram por permanecerem unidos;
·       Partido Democrático Trabalhista (PDT) de centro-esquerda, formado por membros do PTB pré-1966, parte dos trabalhadores urbanos e rurais e de movimentos sociais, como o movimento negro, tendo como principal líder o ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola;
·       Partido dos Trabalhadores (PT) de esquerda e de forma inédita na história brasileira formado por uma base formada por trabalhadores urbanos e rurais, setores progressistas da classe média e da Igreja Católica, tendo como principal líder o sindicalista e líder grevista Luís Inácio da Silva, o Lula;
·       Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) formado numa manobra dos militares para impedir que a sigla fosse para as mãos de Leonel Brizola, ela foi concedida a Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio Vargas e o partido passou a levantar bandeiras de direita.
Desde então, dezenas outros partidos surgiram como o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Verde (PV), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) a Rede Sustentabilidade (REDE) o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PC do B) de esquerda, Partido da Frente Liberal, atual Democratas, uma dissidência do PDS, o Partido Liberal e o novo PSD de direita, além do Partido Social Liberal (PSL) e do Partido Novo (NOVO) de extrema direita. Vale um destaque para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), fundado como uma dissidência do PMDB à esquerda. Com o passar dos anos, o partido se tornou de direita.
Muitos acabaram com destaque para o Partido da Renovação Nacional (PRN), pelo qual Fernando Collor de Melo se elegeu presidente em 1989 e o Partido da Reconstrução da Ordem Nacional (PRONA) de Enéias Carneiro. Outros mudaram de nome. Um bom exemplo foi a ARENA, que mudou para PDS em 1980, depois para Partido Progressista Reformador (PPR), Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido Progressistas (PP) e recentemente apenas Progressistas. Essas mudanças nem de longe refletem mudanças na ideologia do partido, que sempre se manteve de direita ou centro-direita, quando apoiou os governos Lula e Dilma (2003-2016). Uma explicação pode ser o fato de que constantemente políticos do partido estarem envolvidos em escândalos de corrupção como os Anões do Orçamento (1993), Compra de votos para a reeleição (1997) Mensalão (2005), Sanguessugas (2006), Lava-jato (2014-2019), etc. Usando a linguagem popular, isso “queimava o filme” do partido forçando as trocas de nome para talvez enganar o eleitor mais desavisado.


Referência
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 16ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.
FABER, Marcos. História dos partidos políticos no Brasil. 1ª ed. Porto Alegre: História Livre, s/d.

terça-feira, 30 de junho de 2020

ALGUNS CONCEITOS PARA NÃO EMBARCAR EM FURADAS NA INTERNET


NETIQUETA: são as boas maneiras ao interagir na internet, ou seja, não ofender ninguém em comentários. Caso você seja ofendido, mostre a pessoa que ela está errada e se a mesma não concordar, é melhor deixá-la falando sozinha.

FAKE NEWS: são notícias falsas divulgadas na internet em geral, mas principalmente no Facebook e no Whatsapp. Geralmente são notícias com erros de português, títulos alarmantes, pedidos de compartilhamento, sem fontes de informação e de sites desconhecidos.

BOOT: são robôs com perfis falsos no Facebook, Twitter, Instagram ou Whatsapp que tem como função divulgar notícias falsas ou “esquentar o clima” em posts com comentários com diversos xingamentos na defesa ou ataque de alguém. Fique de olho em perfis com poucas informações, que não divulgam nada próprio, somente “compartilhando”, “encaminhando” e “retuitando” o que outros produziram, sem fotos, com fotos de pessoas com um padrão de beleza acima da média ou com nomes estranhos como Luis567JKL.

PÓS VERDADE: a pós-verdade ocorre alguém aceita um fato mentiroso, desde que ele reforce algo em já acredita. Por exemplo: imagine que você gosta muito de pizza, um alimento altamente calórico. Então um suposto site científico divulga que pizza ajuda a emagrecer. Existem milhares de artigos e reportagens que podem desmentir isso, mas como você gosta muito de pizza pode preferir ignorar as opiniões negativas.

REPORTAGEM CAÇA CLIQUES: são reportagens que não são necessariamente mentiras, mas podem ser perdas de tempo. Geralmente elas usam manchetes sensacionalistas com uso de CAIXA ALTA, reticências (...) que geralmente chamam a atenção. Porém a notícia é totalmente irrelevante. Isso é feito para gerar receitas por meio de anunciantes, coletar dados que podem ser vendidos ou minerar criptomoedas.



Volta às aulas em plena pandemia. Mais um capítulo da cruzada de ódio contra os professores

  Alguns políticos de direita defendem que a volta às aulas tem que ocorrer mesmo sem a vacinação dos professores, de que a saúde mental das...